Kalola Acampamento

Kalola Acampamentos

de 14 a 17 de Dezembro

Acampamento para meninas de 8 a 12 anos no Espaço Santa Eufrásia

www.santaeufrasia.com.br

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Saxum #inspiration

Em Quiriate Yearim (atual Abu Caramba ), o mesmo local onde a Arca da Aliança habitou , a Associação de intercâmbio cultural , em colaboração com a Fundação Saxum está desenvolvendo dois projetos:
- SAXUM Conference Center:

Um lugar para retiros espirituais e conferências inspirados nos ensinamentos de São Josemaria Escrivá , fundador do Opus Dei, onde fiéis de todo o mundo que desejam um renovado encontro com Jesus Cristo e os Evangelhos pode experimentar uma nova conversão e aprofundar seu desejo de santidade e evangelização.
- SAXUM CENTRO DE RECURSOS MULTIMÍDIA:
Este é um centro de orientação e informação para guias de turismo e visitantes da Terra Santa. O centro vai oferecer recursos interativos e de multimídia que irá destacar a herança cristã e as raízes judaicas da fé . O seu objectivo é o de proporcionar a pessoas de diferentes religiões uma boa base para visitar e compreender os locais sagrados.
Visite o site:http://www.saxum.org/
E assista o vídeo:
SAXUM
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UNIV Brasil

Inspirado no Fórum internacional que reúne estudantes de todo o mundo, e seguindo o mesmo tema proposto a cada ano, o Fórum UNIV Brasil tem o objetivo de fomentar a produção de pesquisas nas áreas de humanas, exatas e biológicas, tendo por base o aspecto filosófico de cada ciência.

http://www.univbrasil.com.br/

Assista o vídeo oficial do UNIV Congress 2016:

https://youtu.be/_JzfiTOvKQc

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Projetos sociais

O Centro Cultural Porto Belo promove semanalmente projetos sociais como:

- Visita aos doentes

- Visita a idosos

Entre em contato conosco e participe!

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Retiro espiritual

O que é um retiro? O retiro é um momento de oração pessoal e reflexão. Através de meditações e tempos de reflexão podemos nos propor um projeto pessoal a luz de Deus e meditar sobre a melhor forma de construí-lo com a Sua ajuda.

Para mães e profissionais:

Data

23 a 25 de outubro

Para estudantes:

06 a 08 de novembro

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Técnicas de Estudo

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Voluntariado no Paraguai

O Centro Cultural Porto Belo promove duas vezes ao ano – nas férias de verão e de inverno – trabalhos sociais com crianças, adolescentes e mães de bairros menos favorecidos em cidades diferentes. Em fevereiro deste ano, nosso destino foi São Leopoldo, com um total de quinze voluntárias de Porto Alegre e Canoas. Em julho, nosso destino foi Assunção, no Paraguai! Confira algumas fotos!

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UNIV FÓRUM 2016

The UNIV Forum 2016 aims to provide a profound reflection on the importance of family, considering that it is not just the basic unit of society: actually, it is the foundation and model of all social life. Societies ought to become each day more alike to families –places of encounter and solidarity that have learned to overcome individualism as a way to solve problems.

UNIV Forum theme is
The Family Impact
Rome, March 20th – 27th 2016
For more information, bibliography and research topics:
www.univforum.org
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Catholic Family and Human Rights Institute

A CFAM (Catholic Family and Human Rights Institute) foi fundada em 1997 com a finalidade acompanhar o debate de políticas sociais nas Nações Unidas e outras instituições internacionais.  A CFAM é um instituto sem fins lucrativos e não-partidário, dedicado a restabelecer um verdadeiro entendimento no âmbito do direito internacional, protegendo a soberania nacional e a dignidade da pessoa humana. O Instituto mantém relações regulares com diplomatas, políticos, acadêmicos, ativistas no mundo todo.

Acesse o site e conheça mais sobre a CFAM :

http://www.c-fam.org/

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A cidade vista do Porto

As águas do Guaíba são testemunhas: Porto Alegre foi construída a partir de um porto, como o seu próprio nome já indica. Desde a série de trapiches do século XVIII até os atuais projetos de reformas no local, o porto participa dos traçados da história urbanística da Cidade.

Rebocadores, faroletes, cabos de aço, praça de máquinas, bóias, dragas, funis, guindastes. Para muitos, um vocabulário desconhecido. Para Roberto dos Santos Passos, palavras de sua biografia. O antigo caldeireiro dedicou 25 anos de sua vida para cuidar da paisagem que compõe cenário de filme, cartão postal e trilha sonora: o cais do porto de Porto Alegre. Mais do que o próprio nome, a capital deve ao porto sua origem, pois fincou raízes nessa zona junto do atracar de barcos e navios na costa do Guaíba.

Cidade e porto se confundem quando o assunto é história. A estrutura urbana de Porto Alegre foi se desenhando conforme o desenvolvimento do porto. “O que hoje a gente considera centro, era a cidade até a metade do século XIX. Depois ela foi se expandindo. E especificamente aqui é um ponto importante da origem de Porto Alegre, porque era um local onde os barcos atracavam”. O arqueólogo Alberto Tavares refere-se ao chão da praça da Alfândega, que só se tornou de fato ‘chão’ em 1910, quando a linha da água era a Rua 7 de Setembro.

O processo de aterramento da zona e a construção do complexo do cais não vieram, todavia, acompanhados de ostentação e de progresso. A partir da década de 60, as águas perderam para as estradas o protagonismo nos transportes. O porto foi se tornando então, um grande baú enferrujado, personagem de um conto nada romântico. Nas palavras de Roberto dos Santos Passos, “foi a pique o porto”.

Quando as estradas tomaram o lugar das águas

No início da década de 60, a paixão por carros tomou conta dos portoalegrenses. Aproximadamente 400 novos veículos eram emplacados a cada mês na capital gaúcha. O livro Porto Alegre, Agosto de 61 do jornalista Rafael Guimaraens traz os dados da época: 30 mil automóveis circulavam pelo centro e 5400 carros estacionavam nas ruas dessa área. O sistema portuário começou, então, a sofrer as consequências dessa febre automobilística.

Foi antes ainda, a partir da década de 1950, que também a distribuição urbana da cidade começou refletir essa importante mudança na área de transportes. O governo federal, principalmente na administração de Jucelino Kubitscheck, investiu muito na construção de estradas. Com o foco na modernização do país, a bola da vez era o mercado automobilístico. E eis que surgiram bairros industriais como o Anchieta, nas beiras da BR. As primeiras cercanias industriais da cidade, que tinham marcadamente uma população de italianos e trabalhadores, eram bairros de navegantes.

A opção pelas rodovias, conforme o pesquisador Pedro Vargas, foi um projeto do governo federal, como uma alternativa de planejamento estratégico que diminuiu os trens e os navios. “A documentação mostra que até a década de 30 o porto de Porto Alegre tinha mais movimentação do que o porto de Rio Grande. Todo o transporte de cargas que chegava ao Rio Grande do Sul parava ali antes de seguir para o interior, sem contar o transporte de passageiros”, afirma o historiador.

Os trabalhadores dos portos sentiram diretamente nas suas vidas essa transformação estrutural do sistema de transportes. Em 1961, no porto de Santos, os estivadores paralisaram seus trabalhos por melhores salários e condições dignas de trabalho. Em Porto Alegre, no mesmo ano, o porto praticamente parou devido à falta de navios, o que alarmou trabalhadores e autoridades. Na véspera da chegada de Jânio Quadros à cidade, foi marcada uma assembléia na Praça Parobé, onde os trabalhadores declaravam insalubridade e reivindicavam sobretaxa.

Roberto, que trabalhou no porto entre 1981 e 2006, atribui à falta de investimento público a decadência do espaço levando em conta a acentuação desse processo na sua época de portuário. “Nesse tempo todo, em vez do porto crescer, ele foi caindo, porque o governo não investia nem em maquinário novo, nem em mão de obra especializada. Foi tudo se sucateando. Os barcos foram vendidos em leilão. Foi tudo terminando”, afirma.

A rotina do funcionário atualmente aposentado iniciava às 6 horas, embora o horário oficial fosse às 7h30. “Às 6h eu já estava dentro do porto. Eu que fazia o almoço, escolhia o feijão. Depois começava minhas tarefas: cuidar do farolete, consertar alguma bóia, os funis, arrumar o guindaste que estragava. Meu serviço era manutenção”, conta. Para ele, o cais era uma extensão da sua casa: lugar onde levava os filhos e a esposa e motivo para orgulhar-se dos álbuns de fotografia que guarda da época.

A urbanização a partir do centro

O porto foi crucial em vários momentos históricos de Porto Alegre, seja como cenário, seja como um quase personagem. Impossível não imaginar a cena dos açorianos chegando por ali, por exemplo, quando se fala sobre a colonização e formação da cidade. Para se traçar uma história mais completa do porto, deve-se viajar no tempo de volta para o século XVIII.

O arqueólogo Alberto Tavares, caminhando na área em reforma da Praça da Alfândega, mostra alguns vestígios da época em que o porto consistia em trapiches para os barcos e navios atracarem. “Procuramos uma das escadarias que existia para saber se estava destruída, ou como ela se conservava, se era possível ou não deixá-la exposta. Nós a localizamos onde nós estamos agora, as estruturas do trapiche ainda estão aqui embaixo” – comenta ele apontando para as escavações na área verde da praça. “A rua da praia era praia mesmo, nós localizamos a 2 metros de profundidade a areia”, completa. As estipulações sobre a antiga configuração do local são feitas principalmente a partir de planos urbanos documentados.

O aterro que foi feito no início do século passado foi de praticamente dois metros. Ele transformou a costa desta parte da cidade em uma linha reta, no lugar da série de trapiches que estavam ali anteriormente. Ao mesmo tempo, os becos e docas davam lugar às novas ruas, e as aglutinações de casas de baixa renda eram deslocadas para áreas mais periféricas. Como resultado, aconteceu uma verticalização da área central da cidade, pois era um espaço urbano que proporcionava investimentos imobiliários.

A construção do cais da Mauá reflete o pensamento que permeava o urbanismo nesta época. O historiador Pedro lembra que este projeto tem muito das idéias positivistas. A racionalização, a higienização dos espaços e a metropolização eram termos recorrentes na idealização da transformação do porto, que exercia um papel crucial no desenvolvimento econômico da cidade. Na 1ª Guerra Mundial, por exemplo, enquanto os países envolvidos diretamente no conflito produziam armas, outros países como o Brasil tinham suas economias incrementadas com a exportação de produtos agrícolas, que eram transportados através do oceano.

O porto hoje e no futuro

Em desuso no mundo todo, as atividades portuárias com armazéns têm sido gradativamente abandonadas, em troca do trabalho com containers, o que desemboca na mudança para um perfil portuário mais cultural e econômico. Até 2014, está prevista a revitalização do porto numa área de 181 mil metros quadrados, com cerca de três quilômetros de extensão, entre a Usina do Gasômetro e a Estação Rodoviária.

“Eu penso que se devia abrir o porto para o povo, deixar o povo passear. Não investir em restaurantes. Isso já tem demais. Só querem fazer shopping, edifício, torres de vidro, mas tem que abrir para o povo.” Essa aspiração latente na voz de Roberto manifesta um desejo de revitalização do local que reate sua conexão com a população portoalegrense; algo que foi aos poucos desatado pelo enfraquecimento do transporte fluvial e o baixo investimento no setor.

Além disso, embora até hoje essa região seja uma região portuária, o processo de estruturação da cidade fez com que, segundo Alberto, “perdêssemos essa relação com o rio, com o Guaíba”. Para Pedro, a recuperação de sua importância histórica pode contribuir para que as pessoas olhem de uma maneira diferente para esta vista. “O território da cidade foi ocupado basicamente em função do Guaíba”, lembra o historiador, e completa “A paisagem é linda, no porto as pessoas podem se encontrar com o Guaíba, apesar de a cidade estar de costas para ele em função da Mauá”. É um possível contraponto à impressão de Roberto sobre este que foi o seu local de trabalho por 25 anos: “O porto está por um fio. Me dá muita tristeza”, afirma.

Reportagem publicada na Revista Sextante 2010 – FABICO

Maria Elisa Lisbôa

Mariana Sirena

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